Oi! O texto de hoje foi escrito pela minha grande amiga Giulia Eboli – da lua em capricórnio na casa 2. Eu pedi  um texto com dicas simples e realistas para nos ajudar a gerenciar nossas finanças, pois disso ela entende bastante. Chega mais!

 

Se você já pesquisou alguma coisa sobre organização de finanças pessoais, você deve ter visto livros, blogs e vídeos onde as e os “gurus” financeiros falam economês, usam porcentagens e dão dicas trabalhosas e mirabolantes.

Hoje, quero dar dicas pra “gente como a gente”. Para quem mal consegue fechar o mês sem apertar o mês seguinte, para quem não quer ficar “ryco” com investimentos ou essas coisas. Para quem só quer (e precisa!) ter as contas pagas, nome limpo e algum lazer com a consciência tranquila.

 

Vou usar de exemplo a Mariquinha, uma moça que tem um salário de R$ 1.200,00. O orçamento dela é para pagar aluguel, contas básicas e fazer alguns passeios… quer dizer, até o dia 25, quando ela zera sua conta bancária!

 

Vamos mudar essa história? Vamos nunca mais rezar em desespero para a chegada do quinto dia útil?

 

PASSO 1 – O ESSENCIAL

Colocar todos os gastos essenciais numa planilha. Quais são eles? Aqueles que são fixos e necessários para uma qualidade de vida básica. Exemplo:

– aluguel e IPTU

– água, luz, internet

– plano de celular

– transporte (caso não ganhe Vale Transporte)

– mercado (observe as compras para obter o valor mais próximo do real)

– mensalidade de algum curso

– academia/terapia/yoga  ou qualquer coisa que te faça bem! É importante!

 

Some estes gastos. No caso da Mariquinha, o valor total dessas contas será R$ 970,00.

 

PASSO 2 – A RESERVA

Reserve um valor para inesperados. Uma compra de remédios, chuveiro queimado, essas coisas. Sugiro um valor de R$ 40 a R$ 80, o que faça você se sentir mais confortável.

 

PASSO 3 – OS ROLÊS

Você estava achando que essa hora não chegaria? Achou errado! Aqui é a parte em que você vai descobrir quanto pode gastar com o cafézinho, a cervejinha, o uber no dia de atraso, manicure e afins.

 

Subtraia estes valores do salário. Mariquinha por exemplo, fará o cálculo 1.220 – 970 – 50 = 180.

Como Mariquinha fará para fazer esses R$ 180,00 durarem até o próximo salário? Sabendo o quanto ela pode gastar, em média, por semana, Mariquinha terá muito mais consciência do seu poder aquisitivo.

 

Ou seja, o valor acima será dividido por 4. Mariquinha terá R$ 45,00 semanais para gastar com o que bem entender sem comprometer sua subsistência (que lindo, emocionei!).

 

Para que isso funcione, vale ser flexível. Caso a Mariquinha vá ao cabeleireiro e gaste R$ 90,00, na próxima semana ela vai segurar a onda e procurar não gastar nada além do que já está previsto lá na tabela.

 

A ideia aqui é que a pessoa possa ter sempre em mente o quanto é prudente gastar em supérfluos. Por exemplo, no caso da compra de uma roupa de R$ 150,00 à vista, Mariquinha imediatamente saberá que ela vai comprometer bastante suas próximas semanas e que, se não houver muita disciplina, ela vai se apertar financeiramente.

 

O MÊS, NA PRÁTICA.

É o quinto dia útil, dinheiro cai na conta. O que fazer? Separe o que será para o pagamento das contas junto com o valor da reserva de segurança e o dos gastos supérfluos. Sugestão: saque o que será para os gastos supérfluos. Com o dinheiro da semana na carteira, você sempre saberá quanto ainda pode gastar e não vai se perder (como muita gente faz quando utiliza cartão).

 

Planeje-se para pagar suas contas sempre antes do vencimento! Se você pagar com antecedência suficiente, os imprevistos não causarão grandes estragos.

 

DICA EXTRA – CARTÃO DE CRÉDITO

Giulia, o que você acha de cartão de crédito? Eu não tenho. Acho um caminho muito rápido para o endividamento. Mas reconheço que me faz falta algumas vezes, como em compras pela internet ou compras mais caras que demandam parcelamento. Normalmente, nessas situações, recorro a familiares e faço o pagamento a eles antes do débito do cartão.

 

Caso não seja viável para você, minha dica é: DEIXE ESSE CARTÃO EM CASA. Reserve ele para casos muito especiais. Na planilha do mês seguinte, inclua essa parcela junto com os gastos fixos.

 

Espero que as dicas estejam claras e sejam úteis a você. Deixa suas dúvidas nos comentários. Até o próximo post!

Finanças: um guia básico

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