Hoje mais cedo estava refletindo sobre como me tornei uma pessoa organizada e porquê decidi ser assim. Vejo pessoas que dizem para outras pessoas organizadas: gostaria de ser como você. Bem, você pode!

 

Até 2014, eu era uma pessoa desorganizada. Mesmo. Muito. O chão do meu quarto era coberto de roupas, limpas e sujas. Inventava desculpas para eventos que não conseguia me organizar para comparecer e era pouco honesta comigo e com os outros. Deixei projetos pela metade e já prejudiquei pessoas queridas por isso.  Existem testemunhas super fieis que podem comprovar esse cenário para você.

 

Até aquela época, eu sofria de depressão e ansiedade – e tentava muito ignorar tudo o que eu sentia. Aos poucos, tentei adicionar aspectos de autocuidado na minha vida.  Vivi (e vivo!) uma jornada de autoconhecimento. No caminho, percebi o valor de alguns detalhes, como o capricho empreendido ao pendurar uma toalha de banho retinha (em vez de deixá-la embolada em cima da cama ou pendurá-la de qualquer jeito em uma cadeira). Percebi que chegar em casa depois do trabalho e ver minha cama arrumada me trazia uma paz tremenda, por isso, hoje, essa é a primeira coisa que faço ao acordar! Percebi também que não gosto de fazer faxina, e é por isso que prefiro manter a casa limpa.

 

Quando compreendi a diferença entre organizar e arrumar, entendi que preferia ser uma pessoa organizada, porque isso evitaria que eu tivesse que arrumar tanto a minha casa – ou minha vida! Era melhor me dedicar para guardar minhas roupas no armário assim que as tirava do varal do que deixá-las acumular por dois, três dias ou até mesmo uma semana!

 

Essas mudanças pequenas e cotidianas colaboraram muito para a minha ansiedade. Eu sentia que tinha “tudo” “sob controle”. Também ajudaram com a minha depressão. Se antes eu não era capaz de “nada”, neste momento eu era capaz de manter minha casa em ordem – e isso já era uma grande vitória! E, por ora, era suficiente.

 

A minha organização, portanto, começou pela casa. Aproveitei o que havia aprendido sobre os 5S na faculdade e tentei aplicar na organização dos armários da cozinha e dos quartos. Lia muitos textos sobre como elaborar e seguir rotinas de limpeza, aprendi o que pude sobre o sistema FLY Lady e tentava me manter inspirada para manter a casa do jeitinho que me fazia melhor. E eu sempre fiz isso por mim. Como minhas testemunhas podem afirmar, nunca fui a pessoa que arruma a casa para receber visitas, porque nunca tive vergonha de ser como sou. O que quero dizer é: era eu quem estava mudando, por mim, e a organização da minha casa mudou comigo.

 

Quanto mais esses hábitos de organização doméstica se consolidavam, mais eu percebia as vantagens da organização! Aos poucos, comecei a organizar minha vida. Adotei hábitos simples como utilizar, de fato, uma agenda. Aprendi a priorizar e diferenciar as atividades importantes das urgentes. Mal sabia, mas estava no caminho de me tornar uma pessoa produtiva de verdade.

 

Sou organizada porque amo e vejo sentido em muitas coisas, principalmente no meu trabalho e no meu estudo. Sou organizada porque nem um nem outro fariam sentido se eu não os conciliasse com a minha espiritualidade. Sou organizada porque é a minha organização que me permite ser produtiva, e ser produtiva é o que me permite ser dedicada (com qualidade) a tudo que faz sentido para mim! E, se eu não fizesse todas essas coisas, deixaria de ser eu.

 

Compartilhei brevemente a minha história para que você não desanime! Se a organização dá mais trabalho que a bagunça, “algo errado não está certo”. Nunca é tarde para começar a se organizar, se essa for realmente a sua vontade. Persista! Ou, como vi outro dia no instagram da Gabi Ferreira: se você está cansado, não desista, descanse!

 

Abraços e boa semana para todas! 😉

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