para onde você foge? analisando a procrastinação

para onde você foge? analisando a procrastinação
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essa reflexão surgiu durante uma sessão com uma cliente. como ela foi super produtiva, acho que vale a pena trazâ-la aqui para vocês.

um dos temas abordados durante a sessão foi a procrastinação. a cliente repetia diversas vezes a mesma frase: eu fujo disso. “isso”, no caso, eram os estudos universitários – sempre procrastinados por ela.

traçamos planos bem objetivos de organização e planejamento para dar conta de problemas mais pontuais e tentar, minimamente, buscar uma rotina mais equilibrada para esse momento. esses planos contribuiriam para diminuir a procrastinação pois a) melhoraríamos o processo de organização e planejamento e b) trabalharíamos no modo de economia de energia psíquica. assim, conscientemente determinando menos tarefas eletivas para fazer, menos tarefas seriam procrastinadas – independente do motivo dessa procrastinação.

de todo modo, aquela frase aparecia a todo momento: eu fujo disso. e eu me perguntava: para onde?

se estamos fugindo de um lugar, estamos, necessariamente, a caminho de outro. essa escolha pode ser mais ou menos consciente, é claro. mas ela está presente.

quando procrastinamos uma coisa, geralmente fazemos outra. olhar não apenas de onde fugimos mas para onde o fazemos é uma aula de autoconhecimento. essa aprendizagem pode nos servir de forma muito ampla – desde utilizar esses dados para melhoramentos na rotina à compreensão de que os estímulos externos não estão conectados com os nossos motivadores internos.

por isso, analisar a procrastinação e o movimento de fuga é muito mais interessante do que culpar-se por não seguir aquilo que foi planejado. às vezes, pode ser equívoco do seu processo de planejamento, mas, em tantos outros casos, você pode descobrir detalhes sobre si mesma que podem mudar radicalmente a sua rotina ou a forma como você se entende na vida.

finalizo com esse convite: do que você foge no seu dia a dia? e para onde você foge?

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