ensino remoto emergencial – primeiras impressões

ensino remoto emergencial – primeiras impressões
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opa! é nessa postagem que eu venho dizer o que gostei ou não gostei? se concordo ou discordo? muito pelo contrário! para sua decepção, cá estou para falar de organização!

(que cafona, desculpa!)

está se encerrando a segunda semana de ensino remoto emergencial na universidade onde estudo pedagogia. nesse texto, quero deixar registradas algumas impressões que tenho enquanto discente: expectativas, frustrações e ansiedades.

eu imaginava que o ensino remoto colocaria uma lupa em nossos defeitos e qualidades. falo de professores e alunos.

professores que já se preocupavam em se organizar, organizar a disciplina e comunicar de forma clara e transparente informações importantes seguem fazendo isso.

e como isso impacta os estudantes no ensino remoto?

quanto melhor o professor se organizar, melhor ele pode se comunicar. quanto melhor ele se comunica, melhor o acesso dos estudantes a informação. quando nós, estudantes, temos acesso a informação, ficamos mais tranquilos. saber exatamente o que esperam de você, como você será avaliado e quando isso ocorrerá tranquiliza. saber que você pode recuperar essas informações sempre que necessário também tranquiliza. ainda, tranquiliza também saber quais leituras e atividades são obrigatórias ou opcionais.

os professores que tinham dificuldade com isso no presencial, seguem com dificuldade no ensino remoto. eis a lupa: a diferença, agora, é que isso impacta muito mais a vida do estudante – uma vez que não é possível, em muitos casos, tirar dúvida durante a aula.

a organização do professor impacta a vida do estudante. e vice-versa.

da mesma forma que não podemos falar em saúde mental sem problematizar o capitalismo, tampouco podemos tratar da saúde mental de estudantes e educadores sem problematizar a estrutura (micro e macro) da educação institucional e as relações entre alunos e professores. é claro que muita coisa está fora do nosso alcance, mas é possível fazer alguma para tornar o percurso um pouco mais leve.

estou controlando a ansiedade repetindo um provérbio chinês como se fosse um mantra: se não tem solução, não tem porquê perder a cabeça. se tem solução, não tem porquê perder a cabeça.

isso porque estou no escuro com relação a algumas disciplinas. tem professor que não responde e-mail, tem professor que não deu diretriz alguma sobre o que precisamos fazer… e ok. na hora eu descubro, e faço o que for possível de ser feito. por outro lado, há professores que desde o início deixaram tudo muito explicadinho e, por mais que sejam muitas demandas, é ótimo saber o que é esperado de mim – e ótimo saber que há um canal de comunicação aberto para conversar caso eu não esteja dando conta.

minha hipótese pessoal é: se os professores não tem domínio sobre processos de organização, seja presencial ou remotamente, os alunos vão sofrer. e, se os alunos não tem domínio sobre sua própria organização, mais difícil será passar pelas disciplinas cujos professores são desorganizados.

quando falo desse sofrimento, falo de um sofrimento de ansiedade, de angústia, e de qualidade de vida. a correria maluca de final de semestre poderia ser evitada, sabe?

pois bem, fico por aqui. se quiser, compartilha comigo as suas impressões sobre o ensino remoto até o momento. um beijo. <3

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