o que eu aprendi em 2020?

o que eu aprendi em 2020?
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esse tipo de texto é bem cafona, né? mas eu acredito que compartilhar minhas aprendizagens pode te ajudar a olhar pra sua vida e perceber as suas aprendizagens. então, a ideia desse texto é contar sobre o que mais me marcou em 2020, como elas me afetaram ao longo do ano e como eu as elaborei.

não falarei sobre a pandemia. todas as aprendizagens do ano foram mediadas por ela – é claro! não há como falar sobre 2020 de forma descontextualizada e a realidade material deste ano é a da pandemia. o foco deste texto, no entanto, é contar sobre percepções mais pessoais sobre a minha vida esse ano.

saúde é prioridade

esse ano me mostrou que nada é mais importante que a minha saúde. e isso, inclusive, é claro quando eu olho para as minhas finanças: boa parte do meu orçamento é dedicada à terapia e tratamento para meus problemas de intestino.

o que aprendi é que eu preciso priorizar a minha saúde cotidianamente. a minha rotina precisa ser saudável. e isso significa deixar de fazer algumas coisas e ficar tranquila com essa decisão. isso significa abrir mão do controle – o que é bem difícil pra mim. aceitar que as coisas podem dar errado e que alguns prazos não serão cumpridos.

desejar que as coisas sejam organizadas não é sinônimo de ansiedade

ao longo da vida, percebo que fui interpretada como ansiosa por querer organizar processos e antecipar problemas. por vezes, de fato, fui ansiosa – afinal, sou mesmo uma pessoa ansiosa. mas tento, de várias formas, diminuir a minha ansiedade e encarar a vida de forma mais tranquila.

em parte, faço isso via psicanálise. em parte, faço isso via organização: quando tenho certeza do que estou deixando de fazer e dos motivos pelos quais não o faço, fico menos ansiosa. foco mais no que estou fazendo. quando vejo que uma certa situação pode gerar retrabalho – faço o possível para evitá-lo, ou seja, vejo como posso mudar a situação no presente para evitar problemas no futuro.

compreender com mais clareza o que é a minha ansiedade e o que é o meu desejo de organizar para melhorar fluxos (de trabalho, estudo ou qualquer outra parte da vida) me fez ser mais assertiva nas minhas escolhas. e ao comunicá-las, principalmente.

foco no presente

eu estou me formando na faculdade. e esse é um momento de pensar muito no futuro, mesmo. o que eu quero? para onde eu vou? como isso afeta o meu presente? como planejo meus caminhos?

pois bem: tentar decidir uma vida com antecedência me fez muito mal. preciso ir com calma e leveza. decidir aos poucos. fazer algo só porque “sim”, porque eu senti que era certo. sem me preocupar tanto com onde o caminho me leva.

sempre me entendi como uma exploradora. alguém que segue trilhas na vida com a esperança de que elas levem a um lugar bonito. seguir dessa forma é confiar no que eu acredito pra vida – e é uma forma de confiar em mim mesma.

minha casa, minha vida

sou realmente uma pessoa caseira. e introvertida. e flexível! por isso, ficar em casa não foi tão ruim quanto poderia ter sido. sei que, para outras pessoas, a situação foi muito pior.

o que dificultou a minha situação foi ficar presa em uma casa sem paisagem. literalmente todas as janelas da casa tem vista para estacionamentos. não vejo uma árvore daqui. a casa é bem iluminada e arejada – mas não recebe luz direta do sol. os vizinhos não apenas falam alto, como gritam e brigam uns com os outros o dia inteiro, todos os dias e noites.

isso não importaria tanto se eu pudesse sair para trabalhar em um café. se eu pudesse sair para trabalhar na casa das minhas amigas. sair para dar uma volta ou andar de patins no final de semana. se eu pudesse viajar para a casa do meu pai ou da minha mãe.

ficar presa em casa me fez olhar mais para o lugar onde eu moro. e isso motivou escolhas muito importantes pra mim – como comprar uma televisão e me mudar, mais uma vez.


você já pensou no que você aprendeu esse ano? você conseguiu rever suas prioridades? sua rotina? me conta, bora conversar <3

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