e quando o planejamento não dá certo?

acontece mais do que a gente gostaria de assumir, né? mas não tem motivo para desespero: acontece com todo o mundo, por diferentes motivos! por isso, hoje, eu quero te ensinar a olhar para o planejamento fracassado de outra forma.

encarar o que não deu certo é realmente muito chato

antes de qualquer coisa, a gente precisa assumir isso. qual é a sensação de olhar um rastreador de hábito com duas marcações e perceber que você decidiu mudar algo em sua vida – até fez algo sobre isso – mas não conseguiu efetivar essa mudança?

angústia.

por isso, a gente nem olha: rasga a página e joga fora, ou deleta o aplicativo do celular sem pensar duas vezes. olhar pra isso dói. perceber que a nossa tentativa, tão bem intencionada, não funcionou é dolorido mesmo.

lidar com essa angústia é difícil. mas traz bons resultados quando a gente encara com esperança e consciência: podemos aprender se identificamos corretamente os motivos pelos quais não realizamos o nosso planejamento!

de que planejamento estamos falando?

não estamos falando de um planejamento de marketing cujos resultados não atendem ao que foi pensado estrategicamente. não é tema desse texto, ainda, o planejamento pedagógico de um curso cujos objetivos de aprendizagem não foram atingidos. também não estamos falando do planejamento de qualquer projeto – apesar de que, poderíamos fazer isso se pensássemos sobre o assunto sob a ótica da organização pessoal. quero falar sobre o planejamento cotidiano.

quando você escreve uma lista com os afazeres do dia ou utiliza um planner para planejar sua semana, você está planejando o seu cotidiano: ou seja, decidindo com intenção o que fazer em cada dia de acordo com o tempo disponível e as suas prioridades.

e quando uma mesma tarefa pula de segunda para terça, de terça para quarta, de quarta para quinta – e, por aí, vai? e quando há mais tarefas no seu planejamento do que tempo disponível para realizá-las?

planejar não é óbvio

uma das queixas que eu mais recebo é: eu não sei planejar porque não sei quanto tempo levam as coisas. isso, na maioria das vezes, significa: eu achei que tal tarefa seria rápida, mas me tomou mais tempo do que o previsto.

se este for o seu caso: não precisa se culpar. é especialmente quando a gente começa a se organizar e planejar nossos dias com mais consciência e intencionalidade que nos damos conta disso. essa talvez seja a primeira vez que você esteja realmente se confrontando com esse tipo de desconhecimento. essa é a primeira vez que você olha para a questão tentando resolvê-la.

não é óbvio e requer treino perceber o tempo de cada atividade e seu efeito sobre nossa energia (ou seja, se a execução nos deixa mais ou menos cansadas, se é necessário uma pequena pausa ou uma pausa maior depois de sua realização).

hoje mesmo, conversei com o homem sobre o tempo para estudar determinado número de páginas em um livro. eu disse que esperava que fosse mais rápida e que talvez fosse uma característica minha “estudar devagar”. ele é pesquisador e está no doutorado, e me respondeu que todos temos essa sensação. eu estava planejando menos tempo para estudar do que precisaria para concluir as leituras no ritmo que gostaria.

conto isso pra dizer que: não existe planejamento infalível para ninguém. o que existem são estratégias para lidar com o planejamento que sai da linha.

no próprio dia, o que você pode fazer é: percebeu que uma tarefa levou mais tempo pra ser concluída do que o previsto? replaneje na hora. escolha na hora a próxima tarefa tendo em vista que ela é a mais importante para você. você pode utilizar a matriz de eisenhower para tomar essa decisão.

a longo prazo, se você estiver atenta, o seu planejamento vai se tornando mais refinado – e os dias nos quais o planejamento é cumprido pra mais de 80% vão ser superiores aos dias que o planejamento só dá certo até a metade.

e o que a organização tem a ver com isso?

organizando as suas tarefas, compromissos e projetos você tem lugares para armazenar tudo aquilo que foge ao ciclo de uma semana. isso significa a possibilidade de não precisar guardar tudo na cabeça nem no planner, e se traduz em planejamentos menos desesperados e desesperadores, mais intencionais e conscientes.

pensa comigo: talvez o seu planejamento esteja fora da realidade e impossível de ser executado simplesmente porque ele está sobrecarregado: há mais tarefas do que tempo porque essas tarefas não tem outro lugar onde ficar senão ali, nessas listas de segunda à sexta.

se este for o caso: crie um sistema de organização.


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obrigada pela leitura! até semana que vem.

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